Bibliofobia

A bibliofobia é a aversão aos livros, livrarias, periódicos e, na vida hodierna, tecnotrônica, aos artefatos do saber em geral, E-books, CD-ROMs, DVDs e outros instrumentos mentaissomáticos da Tecnologia da Informação e da Leiturologia.

Como encara você, leitor ou leitora, a questão da bibliofobia? Tal doença afeta você de algum modo indireto?

      BIBLIOFOBIA
                                 (MENTALSOMATOLOGIA)


                                          I. Conformática

          Definologia. A bibliofobia é a aversão aos livros, livrarias, periódicos e, na vida hodierna, tecnotrônica, aos artefatos do saber em geral, E-books, CD-ROMs, DVDs e outros instrumentos mentaissomáticos da Tecnologia da Informação e da Leiturologia.
          Tematologia. Tema central nosográfico.
          Etimologia. O primeiro elemento de composição biblio vem do idioma Grego, biblíon, “papel de escrever; carta; lousa; livro”. O segundo elemento de composição fobia deriva também do idioma Grego, phóbos, “ação de horrorizar; amedrontar; dar medo”, através do idioma Francês, phobie. O termo bibliofobia surgiu no Século XX.
          Sinonimologia: 01. Bibliofobismo. 02. Antibibliologia. 03. Antibibliologismo. 04. Medo aos livros. 05. Megatrafar do bibliófobo. 06. Biblioclastia. 07. Aversão aos livros. 08. Preguiça mental. 09. Desconcentração mental. 10. Apedeutismo.
          Cognatologia. Eis, na ordem alfabética, 4 cognatos derivados do vocábulo bibliofobia: bibliofóbica; bibliofóbico; bibliófoba; bibliófobo.
          Neologia. As duas expressões compostas bibliofobia eventual e bibliofobia sistemática são neologismos técnicos da Mentalsomatologia.
          Antonimologia: 01. Bibliofilia. 02. Bibliofilismo. 03. Bibliolatria. 04. Amor aos livros. 05. Megatrafor do bibliófilo. 06. Bibliognosia. 07. Bibliologia. 08. Bibliomania. 09. Bibliorreia. 10. Polimatia.
          Estrangeirismologia: o sentimento do dislike of books; o Index Librorum Prohibitorum.
          Atributologia: predomínio das faculdades mentais, notadamente do autodiscernimento quanto à Leiturologia.
          Filosofia. O pragmatismo quando excessivo e castrador.


                                            II. Fatuística

          Pensenologia: o holopensene pessoal da aprendizagem por meio dos livros; os estultopensenes; a estultopensenidade; os escleropensenes; a escleropensenidade; os esquizopensenes; a esquizopensenidade; os lacunopensenes; a lacunopensenidade; os nosopensenes; a nosopensenidade.
          Fatologia: a ausência do hábito da leitura; a aversão aos livros; a aversão aos léxicos; o bibliotismo; a bariencefalia; a alexia; a indecifração dos textos; os artefatos da inutilidade; as subficções; a misossofia; a subnutrição intelectual; o banimento de livros; o controle da imprensa; a tesoura da censura; as interdições; as excomunhões; as restrições; os proibicionismos; os obstrucionismos; os auto de fé bibliofóbicos; os livros considerados malditos; os livros hereges; a autossubestimação intelectual; a repressão mentalsomática; a preguiça mental; a desconcentração mental; a dificuldade de interpretação de textos; a dislexia; a biblioteca; a biblioteca pessoal; a Holoteca; a superexposição à imagem na vida moderna; a TV; o DVD; a Internet; o excesso de estímulos; a desatenção; os frequentes toques do celular minando a autoconcentração; a robéxis; o subcérebro abdominal; o porão consciencial; o desestímulo social à leitura; o alto preço das obras impressas; a rede precária de bibliotecas; a Internet disponibilizando o acesso livre a certos livros; o autodidatismo; o abertismo mentalsomático; as algemas da fé; a amplitude autopensênica; o analfabetismo; a anticientificidade; a antipatia autoconsciente; a aprendizagem; a autocrítica; a catálise mentalsomática; a Ciência; a reeducação; a formação cultural; a incultura; a Informática.
          Parafatologia: a autovivência do estado vibracional (EV) profilático.


                                           III. Detalhismo

          Sinergismologia: a ausência do sinergismo curiosidade-autopesquisa-leitura.
          Codigologia: o código pessoal de Cosmoética (CPC).
          Tecnologia: as técnicas pedagógicas de criação do hábito da leitura.
          Laboratoriologia: o laboratório conscienciológico da Mentalsomatologia.
          Colegiologia: o Colégio Invisível dos Parapedagogos.
          Efeitologia: os efeitos das falhas na escolaridade básica estimulando a bibliofobia; os efeitos do contexto familiar na bibliofilia; a autocognição lacunada como efeito da escassez de leitura.
          Enumerologia: a antieducação; a antinformação; a antinformática; o antididatismo; o antipoliglotismo; a antilexicologia; o antienciclopedismo.
          Binomiologia: o binômio analfabetismo funcional–bibliofobia.
          Interaciologia: a interação bagagem cultural–compreensão dos textos.
          Crescendologia: o crescendo leitura-escrita-autoria.
          Trinomiologia: o trinômio dispersão consciencial–impaciência–indisciplina; o trinômio pouca leitura–escrita deficiente–vocabulário escasso.
          Polinomiologia: o polinômio ler-interpretar-compreender-refletir.
          Politicologia: a autocracia.
          Legislogia: a lei do menor esforço intelectual.
          Filiologia: a bibliofilia como posicionamento oposto à bibliofobia.
          Fobiologia: a bibliofobia; a leiturofobia; a neofobia; a intelectofobia; a literofobia; a xenofobia; a lexicofobia. O bibliófobo é aquela pessoa vivendo detestando livros, livrarias e bibliotecas.
          Maniologia: a bibliomania como outro posicionamento oposto à bibliofobia.
          Mitologia: o mito da escola da vida.
          Holotecologia: a biblioteca; a holoteca; a videoteca.
          Interdisciplinologia: a Mentalsomatologia; a Leiturologia; a Infocomunicologia; o Ignorantismo; a Comunicologia; a Autocriticologia; a Autodiscernimentologia; a Recexologia; a Cosmoeticologia; a Evoluciologia.


                                           IV. Perfilologia

          Elencologia: a consciênçula; a consréu ressomada; a conscin baratrosférica; o corpo docente; o corpo discente; a dupla autor-leitor.
          Masculinologia: o pré-serenão vulgar; o analfabeto; o analfabeto funcional; o ignorante; o robotizado existencial; o livrófobo; o leiturofóbico; o antinformata; o antinternet; o idiota cultural; o subficcionista; o subnutrido intelectual; o intelectofóbico; o bispo Teófilo; o tapadão; o censor; o biblioclasta; o bibliofóbico.
          Femininologia: a bibliófoba; a pré-serenona vulgar; a analfabeta; a analfabeta funcional; a ignorante; a robotizada existencial; a tapadona; a idiota cultural; a subnutrida intelectual; a intelectofóbica; a biblioclasta.
          Hominologia: o Homo sapiens bibliophobicus; o Homo stultus; o Homo obtusus; o Homo sapiens acriticus; o Homo sapiens pathopensenicus; o Homo sapiens aprioristicus; o Homo sapiens fanaticus; o Homo sapiens tyrannicus.


                                        V. Argumentologia

          Exemplologia: bibliofobia eventual = a da conscin com idiossincrasia ou aversão quanto a determinado assunto escrito; bibliofobia sistemática = a da conscin fanática de qualquer natureza quanto às obras escritas contrárias aos próprios posicionamentos.
          Culturologia: os idiotismos culturais do cidadão inculto; a cultura da superficialidade informativa; a cultura midiática; a cultura ágrafa; a cultura da pressa.
          Etiologia. Eis, por exemplo, 22 causas da bibliofobia surgidas em muitos lugares e épocas diversas, listadas em ordem alfabética:
          01. Autocracia: governo totalitário, autoridade prepotente.
          02. Autodesconcentração mental: mau emprego dos atributos conscienciais.
          03. Autores analfabetos e negligentes: apedeutismo.
          04. Autos de fé: misticismo.
          05. Censura governamental: anticosmoética social.
          06. Conservantismo.
          07. Controle mafioso dos meios de comunicação: capitalismo selvagem.
          08. Desrespeito aos direitos dos outros.
          09. Excomunhões e maldições públicas: dogmatismo dos impérios teológicos.
          10. Falta do hábito da leitura: despriorização.
          11. Fanatismo cego.
          12. Ideologias radicais: politicologia primitiva.
          13. Idiotismos culturais: as causas nucleares internacionais.
          14. Impérios teológicos fundamentalistas: consequências retardatárias do obscurantismo.
          15. Inexistência de bibliotecas públicas: populações ruralistas.
          16. Nacionalismo: xenofobia.
          17. Neofobia.
          18. Pedagogia retrógrada.
          19. Preços elevados dos livros e CD-ROMs.
          20. Repressão sexual: tipo Era Vitoriana.
          21. Salvacionismo: ditaduras religiosas.
          22. Semialfabetização pessoal.
          Taxologia. Há múltiplos tipos de bibliófobos abrangendo extensa e variada gama de personalidades, desde quem jamais lê qualquer livro ou periódico, até aquela autoridade perseguindo, censurando e promovendo o banimento de determinadas obras literárias, políticas e técnicas, inclusive em escolas.
          Surpreendência. O golpe militar de 1964 trouxe ao Brasil sombrio período histórico. A censura campeava. Muitos militares não primavam pela inteligência. Ao invadirem residências, para a apreensão de livros considerados “subversivos”, algumas gafes históricas foram cometidas. Eis 2 exemplos:
          1. Capital. Exemplares de “A Capital”, de José Maria Eça de Queirós (1845-1900), foram apreendidos, ao serem confundidos com cópias de “O Capital”, livro pelo qual Karl Marx (1818–1883) lançou as bases do comunismo.
          2. Cubismo. Livros sobre o cubismo também não passavam pelo pente fino da repressão. O cubismo do movimento artístico foi interpretado como sendo texto sobre Cuba, a ilha de Fidel Castro Ruz (1926–).
          Profilaxia. A profilaxia funcionando na prevenção da bibliofobia é a educação universalista e cosmoética, sem censura.
          Cinematografologia. Pelos conceitos da Comunicologia, não podemos esquecer os filmes também como artefatos do saber ao modo dos livros e CD-ROMs. A capacidade de assustar e atrair a ira de grupos políticos ou religiosos não é privilégio exclusivo dos livros.
          Condenação. Os filmes “A Última Tentação de Cristo” e “Je vous salue Marie” foram condenados pela Igreja Católica como heréticos e levaram multidões de fiéis – muitos nem mesmo assistiram aos filmes – a quebrar cinemas no mundo todo (Ano-base: 1985).
          Amaurose. Como se observa pelos fatos, a bibliofobia pode ser amaurose característica do fanatismo antifraterno e totalitarista de qualquer natureza, provocando, pelo menos, 5 atitudes condenáveis, ali e acolá, de tempos em tempos, dentro das Socins, quando ainda patológicas, aqui dispostas na ordem alfabética:
          1. Censuras: oficiais nas quais a tesoura atua contra a liberdade de autexpressão.
          2. Embargo: segundo a lei míope criada pelos cidadãos e cidadãs.
          3. Fogueiras: explícitas e solenes, os autos de fé para demonstrar argumento de força.
          4. Incêndios: ateados às escondidas.
          5. Perseguições: públicas ou explícitas, generalizadas.
          Imprensa. Quanto à bibliofobia no universo específico da mídia impressa – o jornalismo ou a imprensa –, os fatos exigem reflexão. Segundo o relatório da organização “Repórteres sem Fronteiras”, em maio de 2000, no Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, metade do mundo ainda controlava a imprensa.
          Controle. A constatação significa: cerca da metade dos países membros das Nações Unidas continua controlando os meios de comunicação nacionais, enquanto 20 desses países podiam ser qualificados de “inimigos da Internet”.
          Estatísticas. Em 1999, 36 jornalistas foram mortos enquanto trabalhavam. Outros 446 foram detidos, 85 continuando presos em 01.01.2000.
          Pesquisologia. Sob a perspectiva da Experimentologia, metade dos paulistanos (São Paulo, SP; Brasil), cidade incluída entre as maiores metrópoles da Terra, sofria de bibliofobia, não lendo livros, segundo ampla pesquisa de opinião pública realizada em 1994.
          Banimento. Nos fins de 1999, instituições estadunidenses ligadas a editoras, escritores, jornalistas e direitos humanos, promoveram a Semana dos Livros Banidos ou Ameaçados na qual apresentaram constatações surpreendentes. Entre 1990 e 1999, 5.718 livros estadunidenses foram enquadrados nessas categorias, entendendo-se por ameaçados e as obras enfrentando barreiras em escolas, bibliotecas de escolas ou em bibliotecas públicas.
          Temas. Eis, na ordem alfabética, 11 temas dos livros banidos do território estadunidense:
          01.  Conteúdo de material de sexo explícito.
          02.  Conteúdo de nudez.
          03.  Conteúdo de racismo.
          04.  Conteúdo de violência.
          05.  Estímulo ao homossexualismo.
          06.  Impróprios para certas faixas etárias.
          07.  Inculcação de pontos de vistas religiosos.
          08.  Linguagem ofensiva.
          09.  Promoção de temas de ocultismo.
          10.  Textos antifamiliares.
          11.  Textos com educação sexual.
          Alexandria. Do ponto de vista da Para-Historiologia, a mais célebre biblioteca da Antiguidade foi a de Alexandria, no Egito, destruída pelo fogo em 641, com o incêndio ateado por ordem do califa Omar (581 e.c.–644 e.c.). Como se observa, pelos fatos, a bibliofobia vem atuando desde tempos remotos.
          Queima. De acordo com a Parapatologia, a bibliofobia com interesse de manipular as consciências do ponto de vista ideológico, vem demonstrando através do tempo pronunciado impulso das ditaduras religiosas por intermédio dos autos de fé ou a queima de obras consideradas espúrias, com fogueiras alimentadas com livros e devassas implacáveis em livrarias, bibliotecas e lares.
          Ideologias. Eis 6 exemplos históricos, dispostos na ordem lógica, da bibliofobia com bases em perseguições ideológicas ou religiosas, geradas por pessoas só vendo os livros como objetos inflamáveis:
          1. Brasil. No Brasil, autores famosos, por exemplo, Jorge Amado (1912–2001), também foram considerados malditos e tiveram os livros queimados durante o Estado Novo (1937 a 1945).
          2. China. O primeiro imperador da China, Qin Shi Huang Di (160–210 a.e.c.), proibiu e mandou queimar todos os livros sobre Confúcio (551–479 a.e.c.) existentes no país, no ano 213 a.e.c.
          3. Revolução. Durante a Revolução Cultural chinesa, no final da década de 60, no Século XX, as tropas revolucionárias de Mao Tsé-tung (1893–1976), a temida Guarda Vermelha, fizeram verdadeira devassa nas livrarias e em residências particulares, levando para a fogueira tudo considerado influência ocidental. William Shakespeare (1564–1616) foi vítima da xenofobia chinesa, naquela época.
          4. Espanha. O auto de fé em Barcelona, na Espanha, contra os livros espíritas, considerados heréticos, foi solene, em praça pública, cujo incêndio foi ordenado pelas autoridades da Igreja Católica, fundamentalista, espanhola.
          5. Index. Por muitos séculos, ou, pelo menos, desde 1563, pelo Concílio de Trento, foi criado e funcionou com toda força até 1966, o “Index Librorum Prohibitorum” (“Índice dos Livros Proibidos”), mantido pela Igreja Católica, condenando publicamente, em definitivo, milhares de obras escritas, inclusive científicas e filosóficas, e negando aos católicos o direito de compulsá-las e lê-las.
          6. Islamismo. A perseguição e ameaça permanente de morte, por parte dos profitentes da religião islâmica, especificamente a ira assassina dos fundamentalistas iranianos, contra o escritor Salman Rushdie (1947–), autor do livro “Versos Satânicos”, é fato ainda subsistindo em pleno Século XXI. Nenhuma empresa de seguros estava disposta a envolver-se neste caso, em abril de 2000, nem mesmo no filme no qual desejavam inclui-lo no elenco.
          Absurdidade. O mais surpreendente: os iranianos fanáticos estavam transformando em dinheiro 1 dos rins, vendendo-os para transplantes. Este dinheiro fazia parte da campanha de arrecadação para financiar o assassinato do escritor. Cada rim doado representaria 1 tiro no soma do escritor.
          Fama. Rushdie se considerava o escritor mais famoso do mundo, mas pelo lado errado, ou seja: por ter a cabeça colocada a prêmio.
          Obras. Eis duas obras banidas sem sofrerem restrições nos EUA, em 1999:
          1. “A Cor Púrpura”, de Alice Walker (1944–).
          2. “Ratos e Homens”, de John Steinbeck (1902–1968).
          Contradição. A contradição faz parte da natureza humana e é condição evidente com os estadunidenses: ao mesmo tempo cultuando, com fervor e alta convicção, a liberdade de expressão – ou autexpressão – sendo capazes de tolices como estas.
          Autores. Eis, como exemplos, na História Humana, 17 autores com livros perseguidos ou destruídos, dispostos na ordem alfabética:
          01. Ário (256–336 e.c.).
          02. Donatien Alphonse François, Marquês de Sade (1740–1814).
          03. Helena Petrovna Blavatsky (1831–1891).
          04. Henry Miller (1891–1980).
          05. James Joyce (1882–1941).
          06. James Patrick Donleavy (1926–).
          07. Jean Genet (1910–1986).
          08. Joseph Alexandre Saint-Yves d’Alveydre (1842–1909).
          09. Lawrence George Durrell (1912–1990).
          10. Manethon de Sebennytos (Século III a.e.c.).
          11. Nikos Kazantzákis (1885–1957).
          12. Samuel Barclay Beckett (1906–1989).
          13. Samuel Liddell MacGregor Mathers (1854–1918).
          14. Stanislas de Guaita (1861–1891).
          15. Uta Ranke-Heinemann (1927–).
          16. Vladimir Nabokov (1899–1977).
          17. William Seward Burroughs (1919–1997).
          Nazismo. A queima de obras de gêneros diversos é marca indelével também registrada no Século XX, começando pelos atos do nefasto nazismo, transformando a Alemanha em verdadeira fogueira de livros considerados perigosos. Atualmente (Ano-base: 1997), os livros do nazismo são perseguidos até no Brasil. Toda censura é negativa e anticosmoética quanto à Mentalsomatologia.
          Estigmas. Consoante a Parapedagogiologia, a bibliofobia se reveste de caráter lamentável dentro da área da educação das crianças e adolescentes, quando autores e editores se descuram dos livros didáticos, publicados em edições de largas tiragens, sucessivas, contendo erros crassos desinformando e deseducando, criando estigmas mentaissomáticos nas novas gerações. Os fatos indicam, quando graves e continuados, gerarem inevitavelmente, com lógica, interprisões grupocármicas nos responsáveis.


                                          VI. Acabativa

          Remissiologia. Pelos critérios da Mentalsomatologia, eis, por exemplo, na ordem alfabética, 15 verbetes da Enciclopédia da Conscienciologia, e respectivas especialidades e temas centrais, evidenciando relação estreita com a bibliofobia, indicados para a expansão das abordagens detalhistas, mais exaustivas, dos pesquisadores, mulheres e homens interessados:
          01. Abertismo consciencial: Evoluciologia; Homeostático.
          02. Achismo: Parapatologia; Nosográfico.
          03. Acriticismo: Parapatologia; Nosográfico.
          04. Amplificador da consciencialidade: Holomaturologia; Homeostático.
          05. Amplitude autopensênica: Proexologia; Homeostático.
          06. Ato mentalsomático: Mentalsomatologia; Neutro.
          07. Avanço mentalsomático: Mentalsomatologia; Homeostático.
          08. Desviacionismo: Proexologia; Nosográfico.
          09. Dicionário cerebral analógico: Mnemossomatologia; Homeostático.
          10. Distorção cognitiva: Parapatologia; Nosográfico.
          11. Intelecção: Mentalsomatologia; Homeostático.
          12. Leitura correta: Cosmovisiologia; Homeostático.
          13. Nutrição informacional: Mentalsomatologia; Neutro.
          14. Personalização da Enciclopédia: Autopesquisologia; Homeostático.
          15. Soltura mentalsomática: Experimentologia; Homeostático.
   A TESOURA DO TOTALITARISMO LUTA E ESGRIMA ENCARNIÇADAMENTE, SEM RESULTADO, CONTRA A PENA
 DA AUTEXPRESSÃO. A VERPON, CERTO DIA, EM ALGUM LUGAR, SURGE, DESTACA-SE E ACABA PREDOMINANDO.
           Questionologia. Como encara você, leitor ou leitora, a questão da bibliofobia? Tal doença afeta você de algum modo indireto?
           Filmografia Específica:
           1. A Última Tentação de Cristo. Título Original: The Last Temptation of Christ. País: EUA. Data: 1988. Duração: 164 min. Gênero: Drama. Idade (censura): 18 anos. Idioma: Inglês. Cor: Colorido. Legendado: Chinês; Espanhol; Japonês; Inglês; & Português (em DVD). Direção: Martin Scorsese. Elenco: William Dafoe; Harvey Keitel; Verna Bloom; Barbara Hershey; & David Bowie. Produção: Barbara De Fina. Desenho de Produção: John Beard. Direção de Arte: Andrew Sanders. Roteiro: Paul Schrader, com base na obra de Nikos Kazantzákis. Fotografia: Michael Ballhaus. Música: Peter Gabriel. Montagem: Thelma Schoonmaker. Cenografia: Giorgio Desideri. Efeitos Especiais: Cineplex-Odeon Films; & Universal Pictures. Companhia: Cineplex-Odeon Films; & Universal Pictures. Sinopse: Releitura cinematográfica da trajetória de Jesus Cristo, onde ele, já na cruz, imagina como seria a própria vida, caso escolhesse ter esposa e filhos, em vez de assumir a salvação dos homens.
           2. Je vous salue, Marie. País: França; Suíça; & Reino Unido. Data: 1985. Duração: 107 min. Gênero: Drama. Idade (censura): 18 anos. Idioma: Francês. Cor: Colorido. Legendado: Português (em DVD). Direção: Jean-Luc Godard. Elenco: Myriem Roussel; Thierry Rode; Philippe Lacoste; Manon Andersen; Malachi Jara Kohan; & Juliette Binoche. Produção: Philippe Malignon; & François Pellissier. Roteiro: Jean-Luc Godard. Fotografia: Jacques Firmann; & Jean-Bernard Menoud. Música: Trilha sonora composta pelas músicas de Johann Sebastian Bach e Antonín Dvorák. Montagem: Anne-Marie Miéville. Companhia: Sara Films; Pégase Films; JLG Films; Gaumont; Télévision Suisse-Romande (TSR); & Channel Four Films. Outros dados: O filme provocou muita polêmica nos países de maioria católica. Sinopse: No filme são contadas duas histórias paralelas. José e Maria formam casal contemporâneo. José é taxista e Maria trabalha em posto de gasolina. O anjo Gabriel anuncia a gravidez de Maria e o marido a acusa de traição, e ambos têm o desafio de aceitar a gravidez e os planos divinos. Na outra história, grupo estuda sobre a origem da vida, analisando algumas teorias e o professor de ciências acaba tendo envolvimento amoroso com aluna.
           Bibliografia Específica:
           01. Báez, Fernando; História Universal da Destruição dos Livros: Das Tábuas da Suméria à Guerra do Iraque (História Universal de la Destrucción de los Libros); trad. Léo Schlafman; rev. Gratia Domingues; & Raquel Correa; 438 p.; 11 caps.; 1 apênd.; 972 refs.; ono.; 23 x 15,5 cm; br.; Ediouro; Rio de Janeiro, RJ; 2006; páginas 1 a 438.
           02. Barnuevo, Sara; Prefeita afirma que Livros Queimados Não prestavam (Pojuca, Bahia, incineração de 2 Mil Livros); A Tarde; Jornal; Diário; Seção: Local; 1 ilus.; Salvador, BA; 14.05.99; página 6.
           03. Brand, Jobst-Ulrich; A Segunda Vida de Rushdie (Novo Livro); Entrevista; Época; Revista; Semanário; Seção: Cultura; 2 enus.; 6 ilus.; Rio de Janeiro, RJ; 17.05.99; páginas 60 a 62.
           04. Britto, Glória; Ideias, Livros e Autores Malditos (Rushdie, Ranke-Heinemann, Bérose, Manethon, Blavatsky, Alveydre, Guaita, Fillippov); Incrível; Revista; Mensário; N. 44; 5 ilus.; Rio de Janeiro, RJ; Junho, 1996; páginas 34 a 37.
           05. Cordovil, Cláudio; Justiça apreende Livros Nazistas Durante Bienal; Jornal do Brasil; Diário; Seção: Cidade; 1 ilus.; Rio de Janeiro, RJ; 20.08.97; página 23.
           06. Dias, Otávio; O Desafio de Salman Rushdie (Condenado à Morte pelo Fundamentalismo Islâmico); Folha de S. Paulo; Jornal; Diário; Caderno: Mais!; 6 ilus.; São Paulo, SP; 17.03.96; capa do caderno e páginas 4 a 6.
           07. Editora Caras; Redação; Os Principais Fatos da História Dia a Dia, Mês a Mês: Jornal do Século XX; CD-ROM: O Minuto do Século; 400 p.; 547 fotos; 2 gráfs.; 39 x 29 cm; enc.; São Paulo, SP; Editora Caras; 1999; data: 16 de fevereiro.
           08. Fernandes, Ivy; O Livro Proibido do Vaticano (Via col Vento in Vaticano: Escândalos Sexuais dos Papas); O Dia; Jornal; Seção: Política; 2 ilus.; Rio de Janeiro, RJ; 09.07.99; página 19.
           09. Ferraz, Sílvio; Moralistas banem Livros “Profanos” de Escolas nos EUA (Livros Considerados Perigosos na Flórida, Maryland, Nebraska, Virgínia); Jornal do Brasil; Diário; Seção: Internacional; Rio de Janeiro, RJ; 11.01.87; página 17.
           10. Folha de S. Paulo; Redação; Para Juíza, Livro fere Privacidade de Garrincha (Bibliografia: Estrela Solitária, Ruy Castro); Jornal; Diário; Ano 80; N. 25.943; Caderno: Cotidiano; São Paulo, SP; 13.04.2000; primeira página (chamada) e 3 – 7.
           11. Frias Filho, Otavio; Livros… Contra a Censura Prévia (John Milton, 1608–1674: Aeropagítica); Folha de S. Paulo; Jornal; Diário; Caderno: Mais!; 1 ilus.; São Paulo, SP; 13.06.99; página 5 – 11.
           12. Ghivelder, Zevi; A Nova Carreira de Salman Rushdie (Ator); Manchete; Revista; Semanário; N. 2.504; Ano 48; Seção: Crônica; 2 ilus.; Rio de Janeiro, RJ; 15.04.2000; página 63.
            13. Hanak, Peter; Fala a Tesoura da Censura; O Correio da Unesco; Revista; Mensário; Ano 13; N. 4; Rio de Janeiro, RJ; Abril, 1985; página 31.
            14. IstoÉ; Redação; Inglaterra: A Literatura Embargada (Livros Científicos Argentinos Retidos no Porto de Dover); Revista; Semanário; Ano 7; N. 351; São Paulo, SP; 14.09.83; página 75.
            15. Jornal do Brasil; Editorial; Banquete Satânico (Haider Haider: Um Banquete de Águas-Marinhas); Diário; Ano CX; N. 37; Rio de Janeiro, RJ; 15.05.2000; página 8.
            16. Jornal do Brasil; Redação; Metade do Mundo controla Imprensa; Diário; Ano CX; N. 26; Seção: Internacional; Rio de Janeiro, RJ; 04.05.2000; página 10.
            17. Lapouge, Gilles; Irã fecha 12 Jornais Liberais e prende Jornalistas; O Estado de S. Paulo; Jornal; Diário; Ano 121; N. 38.906; Seção: Internacional; 1 ilus.; São Paulo, SP; 25.04.2000; primeira página (chamada) e A 17.
            18. Lucena, Eliana; Ministério condena 220 Livros Didáticos (Listagem de Preconceitos & Erros nos Livros Excluídos); Jornal do Brasil; Diário; Seção: Brasil; 1 enu.; Rio de Janeiro, RJ; 27.05.98; página 7.
            19. Lucena, Eliana; Ministério da Educação veta 263 Livros (Fundação de Assistência ao Estudante, FAE & Erratas); Jornal do Brasil; Diário; Seção: Brasil; 1 enu.; Rio de Janeiro, RJ; 26.06.96; página 8.
            20. Machado, Cláudia; Livro Herege: Novo Escritor Satânico (Mimis Androulakis); O Dia; Jornal; Ano 49; N. 17.450; Seção: Mundo; 1 ilus.; Rio de Janeiro, RJ; 26.03.2000; página 28.
            21. Máximo, Gabriela; A Prática Milenar de Banir Livros (Fogueiras, Autos-de-fé & Devassas em Livrarias); Jornal do Brasil; Diário; Caderno: 1o; Rio de Janeiro, RJ; 17.02.89; página 9.
            22. O Correio da Unesco; Redação; Os Inimigos da Palavra Escrita (Agentes Químicos, Físicos & Biológicos); Revista; Mensário; Ano 13; N. 4; 3 ilus.; Rio de Janeiro, RJ; Abril, 1985; página 32.
            23. O Estado de S. Paulo; Editorial; Os Erros nos Livros (Didáticos); Jornal; Diário; Ano 121; N. 38.868; Seção: Notas e Informações; 1 ilus.; São Paulo, SP; 18.03.2000; página A 3.
            24. O Estado de S. Paulo; Redação; Prêmio por Morte de Rushdie é Maior (US$ 2,8 Milhões & Versos Satânicos); Jornal; Diário; Seção: Internacional; São Paulo, SP; 13.10.98; página A 12.
            25. Rushdie, Salman; Los Versos Satánicos (The Satanic Verses); Romance; trad. J. L. Miranda; 518 p.; 9 caps.; glos.: 53 termos; 21 x 13,5 cm; br.; 2a Ed.; Editora Planeta e Outras Editoras; Buenos Aires; Argentina; Julho, 1989.
            26. Siqueira, Fausto; Cupim consome Biblioteca de Santos (Cidade do Estado de São Paulo: 50 Mil Volumes); Folha de S. Paulo; Jornal; Diário; Ano 80; N. 15.891; Caderno: Folha Ilustrada; 1 ilus.; São Paulo, SP; 21.02.2000; primeira página (chamada), 6 e 7.
            27. Soares, Ronaldo; Fundamentalismo do Islã cria Novo Salman Rushdie (Haidar Haidar: Um Banquete de Águas-marinhas & Combate às Correntes Progressistas); Folha de S. Paulo; Jornal; Diário; Ano 80; N. 25.979; Caderno: Folha Ilustrada; Seção: Literatura; 1 ilus.; São Paulo, SP; 19.05.2000; página E 14.
            28. Souza, Jevanir Borges de; Index Librorum Prohibitorum (Histórico do Index Católico); Reformador; Revista; Mensário; 1 enu.; Rio de Janeiro, RJ; Maio, 1981; páginas 7 a 9.
            29. Super Interessante; Redação; Católico Não podia Ler Livro Herege ou Sensual (Index Librorum Prohibitorum, 1948); Revista; Mensário; Seção: Superintrigante; 1 ilus.; São Paulo, SP; Junho, 1997; página 30.
            30. Torres, Elisa; Justiça apreende na Bienal 13 Livros Sobre Nazismo; O Globo; Jornal; Diário; Seção: Rio; 1 ilus.; Rio de Janeiro, RJ; 20.08.97; página 15.
            31. Tribuna da Bahia; Redação; Dois Mil Livros Didáticos são incinerados em Pojuca; Jornal; Diário; Ano XXX; N. 9.589; Seção: Política; 1 ilus.; Salvador, BA; 14.05.99; primeira página (chamada) e 8.
            32. Veja; Redação; Nota Vermelha (MEC veta Livros Didáticos por Má Qualidade); Revista; Semanário; Seção: Educação; 3 ilus.; São Paulo, SP; 03.07.96; página 87.
            33. Veja; Redação; Rushdie de Saias (Escritora: Taslima Nascin, Bangladesh; Livro: Vergonha, Perseguição Religiosa); Revista; Semanário; Seção: Cultura; 1 ilus.; São Paulo, SP; 27.07.94; página 62.
            34. Vieira, Waldo; Manual de Redação da Conscienciologia; 272 p.; 152 abrevs.; 274 estrangeirismos; glos. 300 termos; 21 x 28 cm; 2a Ed. revisada; Associação Internacional do Centro de Altos Estudos da Conscienciologia (CEAEC); Foz do Iguaçu, PR; 2002 (Edição em Português); página 185.
            35. Werner, Luciana; Uma Via-Crúcis para Doar 120 Volumes (Impecilhos da Tares); O Globo; Jornal; Diário; Seção: O País; 1 ilus.; Rio de Janeiro, RJ; 31.01.2000; página 8.